Dias e Horários

A SEFA realiza seus trabalhos espirituais de atendimento ao público em Sessões e Giras semanais.

4ª Feira - 20h - Sessões de Passe e Irradição (1ª do mês), Consulta com Pretos Velhos (2ª do mês), Consulta com Caboclos (3ª do mês) e Mesa de Umbanda (última do mês).

Giras - 2º sábado do mês - 16h - Ciganos e Povo do Oriente (Janeiro, Abril, Julho e Novembro), Povo d'Água (Fevereiro, Maio, Agosto e Dezembro) ou Yori - Ibejadas (Março, Junho, Setembro e Outubro).

Gira Mensal - 3º Domingo do mês - 15h - Canta-se para todas as linhas. Trabalho de passes com Caboclos e consulta com Pretos Velhos.

Povo Trabalhador - último sábado do mês - 16h - Passe e Consulta com Exu e Corrente de Ogum.

Confira nosso Calendário de Atividades na primeira postagem de cada mês.

Nosso terreiro fica situado à Rua Manuel Vitorino, 420 - Piedade - Rio de Janeiro - RJ.
Outras informações pelo tel.: (21) 3908-8185 ou ainda pelo e-mail:
falangeirosdaaruanda@yahoo.com.br

A todos os irmãos, o nosso saravá fraterno na Lei de Umbanda!!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Parabéns Umbanda!!! 100 anos!!!

“Nesta terra, em se plantando, tudo dá”. Foram essas palavras que o escrivão Pero Vaz de Caminha utilizou para definir ao rei de Portugal o que os navegadores encontraram nas Terras de Santa Cruz no ano de 1500.
De fato o Brasil parece ter sido preparado para receber em seu berço esplêndido tudo que há de rico nas mais diversas culturas do planeta. E isso se reflete também no lado espiritual.
Quando os portugueses aqui chegaram encontraram os nossos índios nativos, com suas crenças, seus cultos aos ancestrais e à natureza. Já havia, fincada nas Terras de Santa Cruz, a raiz da Pajelança indígena sob a luz de Tupã, o Pai da Criação.

Os portugueses trouxeram em suas embarcações os padres missionários, os dogmas e a cultura do Cristianismo Católico, fazendo uma verdadeira catequese nos primeiros povos.
Logo depois chegaram os negros africanos, escravizados, forçados ao trabalho e ao sacrifício de abandonar suas terras e suas famílias. Eles trouxeram as forças e o axé da Mãe África através de seus orixás.
Proibidos de realizarem seus cultos, a única saída era disfarçar a devoção, comparando os orixás aos santos católicos. Surgiam assim os primeiros sinais do sincretismo religioso.
Com as invasões de outros povos europeus, o Brasil se via às voltas com o Cristianismo Protestante, recebendo também destes povos grande influência cultural e religiosa.
Na segunda metade do século XIX nos é apresentado o Kardecismo, graças à influência cultural francesa, preominante no país naquela época. E depois várias outras etnias foram se instalando na Terra de Santa Cruz. Vieram também os árabes, judeus, ciganos, japoneses, eslavos, todos sempre bem acolhidos por essa Pátria Mãe.
Mas como agregar tantas influências religiosas? Nosso Pai Maior percebeu que era necessário ter uma religião acolhedora, assim como o Brasil, que tivesse as raízes da formação do povo brasileiro como base. Agregando a pajelança indígena, do catolicismo e do kardecismo europeu e do candomblé africano surgiu então a religião genuinamente brasileira: Umbanda.


E foi justamente no dia 15 de Novembro de 1908, quando se comemorava o 19º aniversário da república, que a nossa religião foi fundada.



Coincidência?



Para os incrédulos, talvez.









Mas não há como negar que falar de Umbanda é falar um pouco da História do Brasil. Do Brasil de Caboclos e seus ancestrais indígenas que viveram em plena harmonia com a natureza, colhendo da terra tudo de bom que ela nos tem a oferecer.




Do Brasil de Pretos Velhos, negros africanos trazidos das terras da magia, derramando em nosso solo seu suor, suas lágrimas, seu sangue. Do Brasil de espíritos benfeitores, de médicos, padres, missionários, que hoje se utilizam das diversas roupagens fluídicas para trabalharem como operários da Seara de Aruanda.

A Umbanda chega ao centenário com a alma mais brasileira do que nunca. Ao viajar por diversos estados brasileiros, pude testemunhar que a essência da Umbanda não está perdida. A manifestação do espírito para a prática da caridade se faz em todos os terreiros que visitei.


As diferenças estavam no regionalismo, muito comum em um país continental como o nosso.
É errado ser diferente?
Quem somos nós para julgar...




Apenas o que posso dizer é que, assim como o nosso idioma sofre alterações de região para região, com sotaques e costumes diferentes, a Umbanda também se adapta às características culturais dos filhos de fé, estejam eles onde estiverem.
E é isso que torna a Umbanda uma religião viva no mais puro sentido.





A Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda, um “bebê” de menos de dois anos, se orgulha de fazer parte e de testemunhar esse momento tão importante da nossa Umbanda.


Comemoremos irmãos de fé! Pois trazemos em nossa religião a alma pura de nosso povo que, apesar de tantas alegrias e tristezas passadas em mais de 500 anos de História e 119 de república nunca se deixou abater pelas
dificuldades, sempre fortalecidos pela fé.
É por isso que somos o Brasil, o coração do mundo e pátria do evangelho.


CCT Cristiano Queiroz, dirigente da SEFA.
Texto originalmente escrito para o editorial do Jornal "Nossa Seara"
nº 11 - Novembro de 2008, em homenagem ao Centenário da Umbanda.

Fotos utilizadas nessa postagem:
1 - Logomarca criada em homenagem ao centenário da Umbanda;
2 - Senhor Zélio Fernandino de Morais;
3 - Caboclo das Sete Encruzilhadas;
4 - Senhor Benjamin Figueiredo;
5 - Caboclo Mirim;
6 - Irmandade Espiritualista e Beneficente Mirim (1968);
7 - Consagração do CCT Cristiano Queiroz;
8 - Gira de Umbanda na Tenda Espírita Mirim;
9 - Médiuns trabalhando com Pretos Velhos (CECP);
10 - Senhor W.W. da Matta e Silva;
11 - Trabalho de Ibejada (CECP);
12 - Senhora Zilméia de Morais, senhor Henrique Landi, senhora Zélia de Morais;
13 - Corrente de Yori (Ibejadas) na SEFA.

0 comentários: