Dias e Horários

A SEFA realiza seus trabalhos espirituais de atendimento ao público em Sessões e Giras semanais.

4ª Feira - 20h - Sessões de Passe e Irradição (1ª do mês), Consulta com Pretos Velhos (2ª do mês), Consulta com Caboclos (3ª do mês) e Mesa de Umbanda (última do mês).

Giras - 2º sábado do mês - 16h - Ciganos e Povo do Oriente (Janeiro, Abril, Julho e Novembro), Povo d'Água (Fevereiro, Maio, Agosto e Dezembro) ou Yori - Ibejadas (Março, Junho, Setembro e Outubro).

Gira Mensal - 3º Domingo do mês - 15h - Canta-se para todas as linhas. Trabalho de passes com Caboclos e consulta com Pretos Velhos.

Povo Trabalhador - último sábado do mês - 16h - Passe e Consulta com Exu e Corrente de Ogum.

Confira nosso Calendário de Atividades na primeira postagem de cada mês.

Nosso terreiro fica situado à Rua Manuel Vitorino, 420 - Piedade - Rio de Janeiro - RJ.
Outras informações pelo tel.: (21) 3908-8185 ou ainda pelo e-mail:
falangeirosdaaruanda@yahoo.com.br

A todos os irmãos, o nosso saravá fraterno na Lei de Umbanda!!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Presentes Polêmicos

Matéria publicada no Jornal Nossa Seara, edição 48 - Dezembro de 2011.


Nos últimos dias do ano é comum ver nas praias brasileiras grupos de umbandistas, ou até mesmo um filho de fé “solitário”, fazendo suas homenagens para Iemanjá.
Muitos agradecem pelo ano que passou, outros fazem pedidos para o próximo ano, e ainda há aqueles que apenas fazem uma prece à rainha do mar. E não são poucas as oferendas. Flores, perfumes, espelhos, frutas, tudo para ser entregue è Mãe dos Orixás.
Barcos são cuidadosamente ornamentados. Quando é um terreiro que prepara, antes da oferenda, em geral, é feita uma Gira em homenagem à Iemanjá e a todo o povo do mar. Mas após o ritual religioso o que fica muitas vezes na praia é uma coisa só: lixo.
Esse tipo de oferenda já foi alvo de muita polêmica. Foram várias as discussões sobre o assunto, sem que se chegasse a qualquer conclusão. A lei nos garante a liberdade de culto. No entanto, para os que não são seguidores da religião, a impressão de sujeira e agressão ao meio ambiente deixam um ponto negativo, principalmente para a Umbanda.
As homenagens à Iemanjá acabam, muitas vezes, se tornando alvo de preconceito. Há casos em que a população pede ajuda do poder público para impedir qualquer tipo de festividade religiosa ou oferenda feita na praia nos festejos de final de ano.
E o que nós umbandistas achamos deste assunto? O dirigente da SEFA, CCT Cristiano Queiroz, diz que não é contra as giras na praia, mas alerta para os cuidados que se deve ter com a limpeza, ao final dos trabalhos:
“Acho que a giras na praia são importantes até mesmo como uma marca cultural de nosso país. Mas, assim como em nossos terreiros, devemos ter a consciência de que estamos usando um espaço público, e todos têm direito à sua utilização, assim como o dever de bem preservá-lo”, afirma o dirigente.
No primeiro dia do ano são encontrados na beira da praia garrafas de sidra, velas, caixas de fósforo, alguns alguidares com comida, deixando um rastro de poluição que não será “aproveitado” por nenhuma entidade. Até porque os garis se encarregam de retirálos da praia, junto com outras toneladas de lixo deixadas após as festas.
Por isso, vários umbandistas, conscientes de suas responsabilidades como cidadãos já buscam fazer toda a sua ritualística já se comprometendo em deixar o ambiente limpo e utilizável para os outros.
Respeito à natureza e ao espaço de cada um é também uma forma de demonstração de fé e de devoção que os umbandistas têm com as suas entidades, e com os orixás da Umbanda, uma vez que cada linha representa cada força da natureza.

4 comentários:

Levo a vida assim... disse...

Bom.. muito interessante o texto, mas não sei ao certo se é certo ou errado essa forma de manifestação que ocorre principalmente no final do ano, mas acredito que devemos ter o bom senso, cuidar dos vidros, por que alguém pode se cortar,trocar o alguidar por folha de bananeira, acredito que grande parte do materiais que são utilizados podem ser adaptados para interferir menos no meio ambiente. também acredito que muitas pessoas precisam desse ritual para se limpar, para agradecer e principalmente para iniciar ciclos. Se é certo ou errado? sinceramente não sei... mas certamente devemos refletir sobre o assunto.. Fé raciocinada sempre!!!

Levo a vida assim... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
SEFA disse...

Na verdade, intenção do texto não é julgar se é certo ou errado fazer esse tipo de ritual. Quem somos nós para julgar?
O objetivo do texto é conscientizar os irmãos que certos procedimentos invadem o espaço alheio, que é público e deve ser respeitado.
Se exigimos respeito, precisamos ter consciência. Como o irmão disse: Fé raciocinada sempre!!!

Anne disse...

Minha mãe costuma me dizer que, a minha linha de respeito vai até onde começa a do outro, e nós Umbandistas devemos ter em mente que a praia para muitos é um local de lazer, onde famílias vão com suas crianças, para brincar e aproveitar um dia de sol.

Em tempos de consciência ecológica em alta, realizar oferendas com vidros, alguidares, fitas e plástico torna-se desnecessário, uma vez que Orixá quer acima de qualquer item material uma fé sincera, amor ao realizar seus ritos e Iemanjá certamente prefere que a praia fique limpa para receber todos os filhos (de Umbanda ou não) que por lá passam diariamente, para admirar a beleza das águas salgadas. Muito pertinente o artigo, parabéns !